terça-feira, 20 de julho de 2010

Vinhos de Supermercado



Na última visita que Alvaro nos fez, degustamos alguns vinhos prá variar, e em longa convesa discutimos os vinhos comprados em supermercado.

Meu amigo Alvaro já subiu bons degraus em seu conhecimento, permitindo-se a desfrutar do aprendizado adquirido.

Seu paladar está refinado.Vinhos mais simples não mais lhe atraem. Mas nem sempre foi assim, certo meu amigo. rsrs.

Sugerir vinhos caros é fácil e, em certo sentido, inútil. Quem compra rótulos de primeira linha, afinal, não precisa de muito conselho ou tem quem o faça pessoalmente, até porque em lojas especializadas o atendimento é de muita qualidade, com profissionais bem treinados e preparados, o que facilita a compra.

Difícil é descobrir as boas garrafas, ou as ofertas, entre os rótulos mais acessíveis que inundam as prateleiras dos supermercados, fugir das dicas das atendentes, que normalmente tem a missão de vender determinados rótulos, com discursos bem decoradinhos e só, rs.

Fugindo destas armadilhas, acredite, há muitas oportunidades à disposição.


Mas até mesmo uma seleção de boas garrafas que não pesam no bolso precisa ser fruto de uma experiência pessoal para não se tornar numa simples listagem de “best buys”. Aqui vai a minha lista que, como qualquer lista, está sujeita a críticas e correções. O critério foi o de tintos, brancos e espumantes até 35 reais. Nota-se claramente pela lista minha preferêcia pelos tintos. É claro que não se tratam de vinhos hedonistas, que primam pela profusão de aromas, pela intensidade marcante ou final prolongado. Mas podem, sim, tornar o seu dia-a-dia mais feliz. Você não passa vergonha e ainda dá prá fazer um "pavãozinho" rs.



TINTOS





Salton Classic Tannat

Rio Grande do Sul, Brasil - R$ 15,00

Da linha mais simples da Salton. Correto, bem vinificado. Seu preço é imbatível, seus taninos melhoram se acompanhados de um churrasquinho informal com amigos. experimente o merlot também.



Pupilla Carmenère

Vale Colchagua, Chile – R$ 16,00

A emblemática uva-símbolo do Chile, seja lá o que isso queira dizer, num dos tintos de melhor custo-benefício da paróquia, produto da bodega Luis Felipe Edwards. Taninos bem resolvidos, frutas vermelhas e uma especiaria de leve. Resolve a vida e se encontra fácil em supermercados. Tem a linha reserva, com um toque de madeira.



Rio Sol Cabernet Sauvignon/Syrah 2006

Vale do São Francisco, Pernambuco, Brasil - R$ 25,00

Este tinto nacional foi escolhido pelo júri da última Expovinis (feira de vinho realizada anualmente em São Paulo), em uma degustação às cegas, como o melhor tinto nacional. Concorreu com outros 39 rótulos, a maioria de preço mais elevado. Só pela conquista já vale a degustação.



Cono Sur Bicicleta Pinot Noir
Vale Central, Chile – R$ 26,00

Vinícola com preocupações ambientais e certificada pela agricultura orgânica(cabeçuda). Difícil recomendar um pinot noir do dia-a-dia(minha busca incansável),mas a correta linha bicicleta tem varietais que primam pela qualidade. Agradável, corpo médio (como se espera de um pinot) aromas leve de cereja. Outra dica da mesma linha é o branco da uva riesling.



Emiliana, Cabernet Sauvignon

Valle Rapel, Chile –  R$ 24,00

Esta vinícola também alia vinhedos orgânicos com rótulos de grande produção. Tinto com um nariz mais presente que a boca, que é mais ralinha, mas agradável. Um cabernet sauvignon mais para o lado da juventude, da fruta fresca. Se ajeitou bem com uma massa com molho de carne. Tente o Syrah, bem honesto.



Periquita
Terras do Sado, Portugal – R$ 28,00

O tinto português mais vendido no país. Desde a safra de 2001 modernizou seu corte e ficou mais macio e fácil de beber. Resultado da adição de uma porcentagem maior das castas aragonês e trincadeira à tradicional uva castelão (a periquita), que dá a grande personalidade deste vinho.



Casillero del Diablo - Cabernet Sauvignon

Vale Central - Chile R$ 32,00
A Concha e Toro, uma das gigantes chilenas, ao lançar a linha Casillero, apostou no vinho correto, de corpo médio, amadeirado, levemente frutado, tem larga aceitação e você o encontra desde a quitanda até o supermercado. Um vinho agradável para quem não quer errar. Funciona muito bem com carnes grelhadas.



Gracia - Cabernet Sauvignon - Pasajero

Vale Central - Chile - R$ 18,00
Este vinho foi uma surpresa agradável. Segue os mesmos princípios do Casillero, corpo médio, levemente frutado, com um toque de madeira, porém um pouco mais simples. A linha de entrada da vinicula é completa, tem desde o Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Carmenére e Pinot Noir nos tintos aos brancos Sauvignon Blanc e Chadornay. São vinhos simples, mas muito interessantes com uma ótima relação preço qualidade.


Finca Flichman - Malbec

Mendonza - Argentina - R$ 20,00

Frutado e bem feito malbec argentino, não tão marcante como normalmente é um malbec, porém sua suavidade o faz um vinho para o dia a dia e especialmente para aquele churrasquinho no fim de semana com os amigos, não compromete.



Le Bateaux Syrah
Languedoc, França – R$ 35,00

Rarissímo tinto francês na linha bom e barato. Best buy da revista americana Wine Spectator. Não é à toa, tem aquela perceptível especiaria da syrah com frutas bem maduras e a chancela da Domaines François Lurton, o difícil esta encontrá-lo atualmente.




BRANCOS





Casillero del Diablo Sauvignon Blanc
Vale Central, Chile – R$ 32,00
Tem larga distribuição em supermercados e lojas. Boa acidez e frescor. Um toque cítrico que agrada; um aroma de maracujá facilmente perceptível, muito encontrado em sauvignon blanc. Uma recomendação sem medo de errar. Faz um sucesso danado com um peixinho.



Pizzato Chardonnay

Rio Grande do Sul, Brasil – R$ 27,00

Este não é um chardonnay para quem gosta daquele estilo mais intenso com as notas de barrica, meio amanteigado. Este exemplar nacional aposta na linha contrária, não passa pelo carvalho e tem uma acidez mais presente. Uma opção de chardonnay mais para o frescor. Vamos valorizar o que é nosso!!!!! rsrs




Alamos Chardonnay
Mendoza, Argentina – R$ 32,00

Branco premiado mais básico da linha Catena. Passa seis meses no barril de carvalho o que nos remete à aquela sensação cremosa de um chardonnay mais encorpadão, mais recomendado para peixes mais fortes e aves. Bastante elogiado pelos bacanas do vinho de todas as estirpes: a lista começa em Robert Parker(o "Cara"), passa pela rival britânica Jancis Robinson e ainda pela revista americana Wine Spectator. Quer mais?????



ESPUMANTES





Salton - brut/demi-sec

Rio Grande do Sul - R$ 20,00

A melhor opção custo-benefício do mercado. Jovem, intenso, sua perlage é  dinâmica, com um desprendimento de pequenas borbulhas de gás em forma de rosário, abundante formação de espuma (coroa). Na boca apresenta um sabor fresco e agradável, seu aroma é fino e limpo e lembra pão tostado. Delicioso em um final de tarde de primavera, com frutas (morangos, uvas, pessegos). Funciona bem com queijos semiduros, no lugar da cervejinha à beira da piscina., a toda hora..rs.rs


A lista acima é apenas uma referência de vinhos que podem ser facilmente encontrados e não vão levá-lo à falência.

Mas lembre-se, quem determina se o vinho lhe é agradável , não são as recomendações dos "bacanas" dos vinhos, mas seu paladar, é ele que vai decidir se o vinho é de seu agrado ou não. Siga as dicas dos experts, busque conhecimento, troque experiências , experimente e

Bons vinhos !

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Top 10 - Guitarristas

Na minha opinião, os 10 maiores do Blues.(dez é muito pouco, mas...)
A ordem..... sei lá.... veio na cabeça. (gosto pessoal).


1- Eric Clapton (pelo que vem tocando nos ultimos anos)


2 - Buddy Guy (vale sim... sempre tocou muiiitttoo).


3 - Steve Ray Vaughan (sou fâ)


4 - BB King (sem comentários, é um dos "caras" do Blues)

5 - Jimmy Hendrix (inovador, criativo, revolucionário)

6 - Jeff Beck (fama e toca bem)

7 - Muddy Waters (das antigas, tem tradição)

8 - Albert Collins (tá em toda lista, essa é mais uma)

9 - Robert Johnson (pelo que representa na história do Blues)

10 - Albert King (histórico, também pela tradição)

Outro dia escrevo do pessoal mais novo.

Bons sons !

Boa música !

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Rolha

Ela, a Rolha....


Pode ser feita de cortiça, alumínio, plástico ou vidro, são estas as matérias-primas utilizadas na fabricação de vedantes(gostei) para garrafas de vinho (as famosas rolhas). Mas nem sempre foi assim. Até há bem pouco tempo a rolha de cortiça era o único vedante (rolha) utilizado. O exponencial aumento dos engarrafados a partir da segunda metade do século passado e, fundamentalmente, o aumento de problemas com o “gosto a rolha” atribuído à rolha de cortiça, desencadeou uma revolução no mercado de vedantes (gostei do termo vedante, muito utilizado pelos nossos irmãos luzitanos)) para vinho. Apesar de tudo o que foi feito ou refeito, a rolha perfeita continua a não existir, e com a utilização de novas tecnologias, o que não falta são soluções "milagrosas".




A nobre cortiça




A cortiça é a casca do sobreiro (Quercus Suber L), uma árvore nobre com características muito especiais e que cresce nas regiões mediterrânicas como Espanha, Itália, França, Marrocos, Argélia e, sobretudo, Portugal, onde existem mais de 720 mil hectares de montado de sobro, bem como uma indústria corticeira de grande importância económica.
É uma árvore espantosa, de grande longevidade e com uma enorme capacidade de regeneração. Consegue viver em média 150 a 200 anos, apesar dos muitos descortiçamentos que lhe fazem ao longo da sua existência: cerca de 16 intercalados por períodos de nove anos.
A cortiça consiste num tecido vegetal com centenas de milhões de células suberizadas (formar a cortiça no sobreiro - árvore que produz a cortiça), inertes e impermeáveis. Estas células, cheias com gás, formam uma estrutura compressível e elástica. A cortiça pode ser comprimida para metade do seu volume sem perder flexibilidade e possui a particularidade única de poder ser comprimida numa dimensão sem alterar a outra. Estas características fazem da cortiça um vedante natural impermeável com extraordinária eficácia. Ao longo de séculos tem ajudado a escrever a história do vinho que hoje conhecemos. É, por assim dizer, o maior aliado do homem na conservação e melhoramento dos vinhos acondicionados em garrafa. Para muitos a rolha de cortiça é parte integrante da imagem da garrafa de vinho. Até quando?. hummmm prá mim... para sempre.....história e tradição merecem respeito.




Início das Hostilidades (Portugal, a Revolução dos Cravos)




A revolução de Abril de 1974 trouxe os primeiros problemas à rolha de cortiça. Os montados (local onde se plantam as arvores - sobreiro - que produzem a cortiça - materia prima da rolha) mudaram de mãos e a cortiça era por vezes tirada apenas com 6 anos de idade.
Na década de 80, a qualidade das rolhas diminuiu significativamente e no final da década surgiam os primeiros processos movidos por produtores de vinho australiano contra os seus fornecedores de rolhas.
Por mais que a lei ajudasse ao produtor o negócio da rolha de cortiça natural começou a estremecer.
Em 1989, a indústria portuguesa de fabricação de rolhas era fortemente censurada por muitos produtores de vinho. Meio mundo reclamava da fraca qualidade das rolhas de cortiça. Nesse mesmo ano, enquanto poderosas cadeias inglesas de distribuição começam a testar rolhas sintéticas e cápsulas de rosca.



O “Calcanhar de Aquiles” da Cortiça




O 2-4-6 Tricloroanisol (TCA) foi considerado o principal culpado. É um composto químico responsável pelo gosto de mofo, o bolor em cerca de 80% dos vinhos contaminados. Este poderosíssimo contaminante pode estar presente em papel, cartão, plástico, vidro, recipientes metálicos, madeira, barricas e também...na cortiça. Uma simples gota em uma piscina olímpica é suficiente para contaminar a água.
É um químico complexo com várias origens: fungos presentes nas imperfeições da estrutura celular da cortiça, os polifenóis próprios da cortiça e produtos utilizados na preparação da cortiça interagem parcial e integralmente levando à formação deste composto.Contudo, o “gosto de rolha” não é apenas atributo do TCA. Existem outros cloroanisóis como o tetracloroanisol (2-3-4-6 TeCA detectável a 10 ng/l) ou o mais preocupante tribromoanisol (2-4-6 TBA detéctavel a 4 ng/l) formado a partir do tribromofenol, usado como pesticida nas estruturas de madeira das adegas, que pode contaminar barricas, rolhas, plásticos, cartão ou madeira das caixas de vinho.
Tudo isto foi jogado no mesmo saco e as culpas caíram todas, e ao mesmo tempo, na nobre e valorasa rolha de cortiça. Contaminação inaceitável... a cortiça destrói os nossos vinhos,... é em suma o que transcreviam os inúmeros artigos escritos sobre o tema em finais dos anos oitenta, no preciso momento em que os vinhos iniciam uma ascensão de preços nunca antes testemunhada.




Rolhas alternativas




Rolhas sintéticas, cápsula de rosca (screwcap), rolha de vidro e a Zork.
Começando pelas primeiras, a tecnologia moderna ainda não conseguiu criar um substituto sintético para a rolha de cortiça natural. Existem inúmeras rolhas deste tipo no mercado mas múltiplos estudos aconselham apenas o seu uso em vinho de consumo rápido (um, dois anos máximo).
Esta rolha não veda totalmente a garrafa e permite importantes trocas de oxigénio com o vinho engarrafado , levando à sua oxidação precoce. Entre as várias marcas sobressaem a Nomacork, Neocork e Nukorc. São baratas, visualmente atraentes e podem ser usadas nas linhas de engarrafamento convencionais.
A cápsula de rosca tem sido o vedante mais popular na guerra contra a rolha de cortiça natural. São uniformes, muito fáceis de abrir e vários estudos comprovam que é o vedante que mantém os níveis mais elevados de antioxidante.
Tem a vantagem de evitar oxidações e a desvantagem de promover reduções com inerentes aromas desagradáveis.
No entanto, a imagem que têm junto do consumidor (europeu principalmente e especialmente os enochatos) desprestigia o vinho que usa a cápsula de rosca, é um vinho barato de todos os dias, é um vinho com pouco estatuto, enquanto a rolha mantém as preferências de estética, ambientalista, para não esquecer o ritual do abrir da garrafa com o saca-rolhas.
O vedante(adorei este termo) de vidro Vino-lok, usado por muitos produtores de vinho alemão e austríaco, é outra alternativa a ter em conta. É inerte, neutra, muito eficaz como vedante, é reciclável e esteticamente perfeita, apenas uma desvantagem – o preço que por enquanto se mantém elevado.


A rolha australiana Zork é outra alternativa interessante para vinhos de consumo rápido, atraente, fácil de utilizar e pode também ter futuro.
Por último, a Pro-cork que usa cortiça natural isolada por uma membrana de 5 camadas em cada extremidade que não permite contacto do vinho com a rolha e assegurando a impermeabilidade. Esta é uma alternativa que junta cortiça com sintéticos de um modo eficiente.










A Guerra das rolhas




A “Guerra das Rolhas” está apenas começando. Neste debate global, os números e dados científicos apresentados por cada indústria favorecem a própria em detrimento da concorrência. Ninguém se entende e muitas das vezes é mais o preço a orientar a escolha do produtor que qualquer outra coisa. Nos estudos e pareceres veiculados por ilustres técnicos e universidades as conclusões são muitas das vezes contraditórias.Perante a crescente concorrência, a indústria corticeira tem respondido a um bom nível. Centenas de milhões de euros têm sido investidos na erradicação do TCA, na criação de novos tipos de rolha assim como na certificação maciça dos procedimentos tecnológicos das inúmeras empresas. Os resultados têm vindo a revelar-se positivos. Esta conclusão surge não só de múltiplos estudos feitos em vários pontos do Mundo como também da experiência prática da Revista de Vinhos recolhida ao longo dos painéis de prova dos últimos anos.
A rolha de cortiça, que há 3 séculos criou o vinho que conhecemos hoje, é um vedante(oha ela ai de novo) para o qual hoje há concorrência efetiva, mas pensamos que dificilmente deixará de cumprir a missão para qual a natureza a criou.
Quanto às alternativas: as rolhas sintéticas são as que menos têm provado, enquanto que a cápsula de rosca continua a conquistar adeptos em particular em países pragmáticos e poucos arreigados à tradição (Austrália e Nova Zelândia) e quase sempre escolhida para vinhos brancos, rosés e tintos jovens.
A sua resposta a vinhos com potencial de envelhecimento mantém-se uma incógnita.
Quantos às restantes que existem e outras mais que poderão aparecer veremos que história terão para contar no futuro.
Mas, como sempre tenho dito, uma taça de vinho é para celebrar, sozinho ou acompanhado das pessoas afetivamente próximas, a garrafa (um dia falarei delas) a rolha, as taças são acessórios, merecem seu respeito, mas lembre-se, o melhor vinho não é o mais caro, o que tem a mais bela garrafa, o que é bebido em uma taça de cristal, o que é vedado na mais pura rolha de cortiça, mas sim aquele que nos dá prazer.
Bons vinhos !!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Qual a temperatura ideal do vinho ????


Muito se fala acerca da temperatura ideal para degustar o vinho.



Há quem reclame de sua acidez...



Há quem diga que o vinho é insonso...


Para melhor apreciar os vinhos, eles devem ser bebidos na temperatura ideal, que varia de acordo com o tipo de vinho.



De modo geral, os vinhos são degustados na seguinte ordem crescente de temperatura:




Espumantes, Brancos, Rosés e Tintos.




Isso se deve a características dos vinhos e a forma como percebemos os sabores. Em temperaturas inferiores a 5°C temos dificuldades para identificar o sabor dos alimentos (no nosso caso, VINHO), por isso essa é a temperatura limite para se apreciar os vinhos espumantes. Em temperaturas elevadas, o gás carbônico dissolvido neste tipo de vinho se perderia muito rapidamente.



OS VINHOS BRANCOS




São melhor apreciados entre 7°C e 9°C.



Em temperaturas mais elevadas, a acidez dos vinhos brancos se torna muito agressiva, além de o vinho perder mais rapidamente seus aromas mais delicados.



VINHOS ROSÉS





Melhor servidos entre 10°C e 12°C.




Geralmente, muito leves e de aromas delicados, os vinhos rosés tornam-se agressivos em temperaturas mais elevadas, devido a acidez e amargos em temperaturas mais baixas, visto que possuem uma quantidade maior de polifenóis em sua composição, em relação aos vinhos brancos.





OS VINHOS TINTOS




Apresentam um equilíbrio de paladar mais complexo, relacionando o sabor doce com os sabores ácido e amargo. Normalmente carregam consigo alguma adstringência, característica essa que é muito pronunciada em temperaturas mais baixas. Por outro lado, a velha história de temperatura ambiente também não se aplica a esses vinhos, pois o sabor pode se tornar muito desagradável a temperaturas altas.




O ideal é servi-los entre 16°C e 18°C. (os Pinots - minha preferência - 14º a 16º )





ALGUMAS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DOS VINHOS COM A TEMPERATURA.


O sentido do olfato é suscetível só aos vapores e os vinhos mais encorpados tem um peso (seu aroma é mais intenso) maior que os leves. É uma das razoes pelas quais se degustam os tintos a uma temperatura mais alta que os brancos.


CASTA




Algumas castas produzem vinhos mais voláteis(aromas mais intensos) que outras. Pinot Noir, por exemplo, é mais volátil que a Cabernet Sauvignon, motivo pelo qual os Borgonhas (Pinot Noir) sao geralmente servidos mais frescos que os Bordeaux (Cabernet Sauvignon).


TANICIDADE




O Tanino é um elemento contido só nos tintos e que dá a impressao de travar a boca. Quanto mais baixa a temperatura, mais evidente ele fica, tornando-se desagradável se o vinho estiver gelado.


AROMA




Quanto mais elevada a temperatura, maior a evaporaçao e, conseqüentemente, o perfume é acentuado. Esta acentuação deve ser dosada, pois em muitos brancos o perfume já é, por si só, intenso.Temperaturas elevadas conduzem a uma perda da elegância e do frescor, tornando o vinho fugaz. No sentido oposto,temperaturas excessivamente baixas simplesmente escondem qualquer perfume que o vinho possa ter.


DOÇURA




É acentuada pelo calor e amenizada com o frio. Segue uma sugestão de tabela de temperaturas:



TEMPERATURAS


DE 6ºC a 8ºC




Espumantes e vinhos brancos doces. Sauternes, Moscato, Tokaj, Retsina, Trockenbeerrenauselese. E também quaisquer vinhos ruins que se queira disfarçar, pois temperaturas muito baixas mascaram defeitos ou mesmo a má qualidade dos vinhos.


DE 8ºC a 10ºC




Brancos suaves, alguns brancos secos e espumantes rosé.Gewurztraminer, Aligote, Tafelwein, Vinho Verde branco, Muscadet, Vouvray, Sancerre, Pouilly, Frascati, Orvieto, Lambrusco, Chanin Blanc, Riesling.


DE 10ºC a 12ºC




Brancos mais secos e vinhos rosados. Chablis, Macon, bordeauxs brancos, Sherry fino, alemaes secos de qualidade, Soave, Verdicchio, Chardonnays e Sauvignon Blancs em geral.


DE 12ºC a 14ºC




Grandes brancos e tintos ligeiros.Porto branco, Amontillados, grandes Borgonhas brancos, Beaujolais, Chinon, Valpolicella, Bardolino.


De 14°C a 16ºC




Tintos de pouco ou médio corpo.Cotes du Rhone genéricos, Chianti comum, Barbera, Zinfandel.


DE 16°C a 18ºC




Tintos envelhecidos, tintos mais macios como os feitos de Pinot Noir.Porto Roby ou Tawny, bordeaux genéricos. Chianti Riserva e os melhores do Rhone.


18ºC




Grande tintos como alguns de Bordeaux e tintos ricos em tanino como os australianos, portugueses e espanhóis em geral, Barolo, Barbaresco, Supertoscanos, Brunello, Porto Vintage e Madeira.


Com todas essas considerações, é raro não haver a necessidade de resfriar um vinho (hummm vinho quente não dá!!!!!, nem em festa junina).




O fato de não ter uma adega climatizada em casa ou não dispor de um termômetro de vinhos não impede que se controle de alguma forma a temperatura do produto.




Por isso é útil saber que: na parte interna da porta de uma geladeira a temperatura mínima (1 no termostato) fica em torno de 12º C.




Já no fundo, junto à placa fria, é de +/- 3º C.



No meio, cerca de 6° C.



Para os tintos que pedem temperaturas mais alta do que 12º C, os deixe gelar na porta da geladeira por um período de no máximo duas horas (1:30h é suficiente).




Vale usar um balde com gelo e água gelada.




Neste caso, deixe os tintos mais potentes por 15 minutos e depois os retire.




Os brancos doces podem permanecer no balde durante todo o tempo.


Mesmo que você esteja com pressa jamais use o congelador.
(quem nunca o fez que atire a primeira taça..rs.rs)



Ele pode deixar o seu vinho chato (sem vivacidade), acabando com a acidez. (às vezes, dependendo do vinho, nada como um bom freezer para resolver..rs.rs)




A acidez de um vinho pode ser notada pela salivação extra que ela provoca. Na maioria dos brancos e no champanhe, a acidez é a principal atração.Por isso, não mantenha vinhos por muitos dias na geladeira.


Se você estiver num local gelado, ou se a garrafa estava estocada num local mais frio que o ideal para seu serviço, você precisará aquecê-la antes de servir.




O melhor a fazer neste caso é o que os franceses chamam de ‘chambré’, ou seja, deixar que o vinho vá se aquecendo na temperatura ambiente da sala onde será bebido, até atingir a temperatura ideal.




Foi desta prática que se originou o errôneo mito de que o vinho tinto se bebe à temperatura ambiente. Se o ambiente estiver realmente muito frio, aproxime a garrafa de uma lareira ou outra fonte de calor. No mais, ignore a pressa.


Lembre-se, beber um vinho é celebrar, não marque no relógio quantas taças por hora vc é capaz de beber..., mas sim quantos amigos é capaz de reunir neste momento sagrado. O ritual serve para preparar o clima e aguçar o paladar.


Mas, na verdade, apesar de todas as técnicas e ditames, use seu bom senso, descubra, deixe seu paladar decidir por voce e não as regras... aprenda a não ser escravo de termometros e adegas climatizadas, estes equipamentos não existiam quando o primeiro Romanee Conti nasceu !!!!


Bons Vinhos !


quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Champagne e a Chardonnay




A Chardonnay, talvez a grande uva branca (a mais apreciada), originária das regiões de Champagne e Bourgogne (França), mas hoje espalhada pelo mundo todo. (há ótimos vinhos desta uva na América do Sul, especialmente no Chile).



Uva essencial na elaboração da Champagne, em conjunto com a Pinot Noir (minha predileta), formam a casta do champagne, que é um vinho espumante com acidez marcante, e conteúdo elevado de gás carbonico dissolvido no líquido, o que muda totalmente sua caracteristicas e o faz único.

Devido á combinação açúcar-acidez, champagnes bem elaboradas podem durar muitos anos, como podem também os vinhos tranquilos chardonnay (há controvérsias) e pinot-noir (Romanée-Conti, tá exagerei no exemplo, mas....alguém contra???).

A Champagne, onde devido ao solo altamente calcário, apresenta elevada acidez, que permite produzir o champagne espumante e duradouro. (experimente , há excelentes champagnes com preços "acessíveis").

No Novo Mundo, muitos países tentam reproduzir o vinho champagne, inclusive usando o corte com Pinot Noir; hoje os melhores "champagne" fora da Champagne são reconhecidos como sendo os produzidos no Brasil ( Chandon Excellence - Miolo Millésime, entre tantos outros) e no norte da Itália (Franciacorta). - da Itália, adoro seus Prosseccos.. outro dia escrevo sobre eles e também sobre o Lambrusco... injustiçado (muitos dizem que não).

O champagne é considerado por muitos o melhor vinho do mundo; e por todos como o vinho de celebração.

Devido ao seu brilho, sua cor palha-citrino, as bolinhas saltitantes, a acidez marcante, o frescor no paladar, e sua leveza (alcool típico 11,5%), é um vinho que se destaca em qualquer ambiente. Um bom champagne é sempre leve, saboroso, com uma boa permanencia, acentuada pelo gás; e um final de boca que já chama outra taça.



A melhor harmonização da champagne é em boa companhia, com muita alegria e prazer.


Nos comes, pode ser acompanhada por canapés finos (salmão, caviar, atum fresco); ou comida japonesa, sushi, sashimi, tempura; peixes nobres, badejo, congro, linguado; cogumelos e aspargos. Queijos especiais como brie e camenbert irão bem com champagne, mas chèvre (cabra) ainda é o melhor.

domingo, 16 de maio de 2010

Curiosidades II

O que não faltam são curiosidades, descobri esta , Portugual e Inglaterra, vinho e Bacalhau, muito interessante
Segundo Richard Mayson, na obra Os vinhos e vinhas de Portugal (2005), a busca dos portugueses por bacalhau os levavam aos mares mais ao norte da Península Ibérica, incluindo as águas em torno das Ilhas Britânicas.


No século 14, durante o reinado de Eduardo III, eram pescados naquelas águas os peixes que davam origem ao bacalhau mais apreciado pelos portugueses.


A principal moeda de troca pelo produto das águas britânicas era o vinho.


À época, os Vinhos Verdes da região do Minho (O Minho é uma antiga província portuguesa, situa-se ao norte do território Português, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. É desta região que vieram a maior parte dos portugueses que colonizaram o Brasil a partir do século XVIII),tinham produção volumosa, e mesmo não gozando de grande reputação entre os ingleses, eram eles que em geral faziam às vezes de moeda de troca como pagamento pela pesca em território britânico.


Após a Reforma Protestante, no início do século 16, o hábito inglês de comer peixe às sextas-feiras foi caindo em desuso, fazendo com que a demanda interna por peixes diminuísse, abrindo caminho para a exportação dos pescados ingleses. Seu principal mercado seria Portugal, que continuaria a usar seus vinhos como moeda de troca pelos peixes.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Curiosidade !



O sofisticado e festejado vinho espumante francês da região de Champagne (O champanhe é um vinho branco espumante, mundialmente conhecido e produzido na região histórica de champagne, nordeste da França, através da fermentação da uva, mais usualmente várias espécies). - Chardonay, Pinot Noir e Pinot Meunier as mais utilizadas.
Não há habitualmente celebração de vulto em que o champanhe não esteja presente, tendo-se tornado sinônimo de festa ou celebração, prestigiado em todo o mundo., nem sempre teve o paladar que conhecemos hoje.
Embora os champanhes datem do século 17, conforme Richard Juhlin, no livro 4000 Champagnes (Flammarion, 2004), e registros da época dão conta da existência e consumo de vinhos espumantes há mais de 2 mil anos. E o champanhe, tal como conhecemos hoje, sofreu inúmeras modificações ao longo de sua história.

Uma das mais significativas delas está ligada à redução da adição de açúcar na fase final da bebida, o chamado licor de expedição, quando então é definido se o champanhe terá paladar seco ou mais adocicado.

Até meados do século 19, segundo Juhlin, os champanhes eram vinhos de características adocicadas, consumidos na França no momento da sobremesa. Os ingleses, que na época já importavam 40% de todo champanhe produzido, tinham preferência pela bebida mais seca e madura, para ser apreciada como aperitivo, antes das refeições.

A partir de 1865, para atender a demanda inglesa, algumas casas produtoras, como Bollinger, Clicquot, Pommery e Ayala, passaram a produzir champanhes mais secos. Mas, coube à casa Pommery, em 1874, produzir o primeiro champanhe extra dry, destinado exclusivamente a exportação para o mercado inglês.

sábado, 1 de maio de 2010

Steve Ray Vaughan

Quando ouvi pela primeira vez Mr. Vaughan, lembro-me de ficar absolutamente extasiado com o vigor de sua guitarra, seus solos impressionantes, intercalados com sua voz rouca e marcante.
O estilo musical único de Vaughan tocar blues teve forte influencia de Albert King, que ao ouvir o garoto prodígio se auto-intitulou “padrinho” de Stevie, e por outros músicos de blues como Otis Rush e Buddy Guy, a quem em breve dedicarei um merecido comentário.

Stevie é reconhecido por seu som de guitarra característico, nervoso, potente, que em parte provinha do uso de cordas de guitarra espessas, pesadas, calibre .013 e também da afinação meio tom abaixo do normal em (Eb) mi bemol.

O som e o estilo de Vaughan tocar, que frequentemente mescla partes de guitarra solo com guitarra rítmica, também traz frequentes comparações com Jimi Hendrix; Vaughan gravou várias canções de Hendrix em seus álbums de estúdio e ao vivo, como “Little Wing”, “Voodoo Child (Slight Return)” e “Third Stone from the Sun”.


Ele também era fortemente influenciado por Freddie King, outro grande músico texano, pricipalmente pelo tom e ataque. O pesado vibrato de King pode ser claramente ouvido no estilo de Vaughan.


O fim: Na manhã do dia 27 de agosto de 1990, ele morreu em um acidente de helicóptero próximo a East Troy, Wisconsin. SRV seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Quatro helicópteros estavam a disposição dos músicos, e Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em conseqüencia do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro com uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes, e o Blues perdera um dos seus maiores expoentes. Stevie Ray Vaughan está enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas.


Há quem diga que Clapton, na ultima hora, decidiu não embarcar no helicóptero onde SRV estava.

Bem, lenda ou não, até hoje SRV é homenageado nos shows de Clapton.
Sua guitarra principal era uma Fender Stratocaster, que ele apelidou de "Number One". A guitarra era composta por um corpo em alder, provavelmente fabricado entre o final da década de 50 e o início da década de 60. Os captadores que equipavam esta guitarra datavam de 1959. O braço era de outra Stratocaster, porém de 1962, com escala de Jacarandá (rosewood).
Stevie possuía outras guitarras, na maioria Fender Stratocasters, mas tocava também Danelectros e Robins. Uma de suas músicas mais famosas, "Riviera Paradise", foi gravada numa semi-acústica Epiphone da década de 50.
SVR mereceu, por seu estilo inconfundível, um modelo especialmente feito pela Fender, que até hoje é comercializado, sendo uma das mais belas guitarras produzidas pela marca.
Seja como for, SRV deixou seu legado. Sua música e seu estilo influenciam as novas gerações de músicos e assim perpetuam seu nome no hall dos grandes bluseiros.
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