sexta-feira, 4 de junho de 2010

Qual a temperatura ideal do vinho ????


Muito se fala acerca da temperatura ideal para degustar o vinho.



Há quem reclame de sua acidez...



Há quem diga que o vinho é insonso...


Para melhor apreciar os vinhos, eles devem ser bebidos na temperatura ideal, que varia de acordo com o tipo de vinho.



De modo geral, os vinhos são degustados na seguinte ordem crescente de temperatura:




Espumantes, Brancos, Rosés e Tintos.




Isso se deve a características dos vinhos e a forma como percebemos os sabores. Em temperaturas inferiores a 5°C temos dificuldades para identificar o sabor dos alimentos (no nosso caso, VINHO), por isso essa é a temperatura limite para se apreciar os vinhos espumantes. Em temperaturas elevadas, o gás carbônico dissolvido neste tipo de vinho se perderia muito rapidamente.



OS VINHOS BRANCOS




São melhor apreciados entre 7°C e 9°C.



Em temperaturas mais elevadas, a acidez dos vinhos brancos se torna muito agressiva, além de o vinho perder mais rapidamente seus aromas mais delicados.



VINHOS ROSÉS





Melhor servidos entre 10°C e 12°C.




Geralmente, muito leves e de aromas delicados, os vinhos rosés tornam-se agressivos em temperaturas mais elevadas, devido a acidez e amargos em temperaturas mais baixas, visto que possuem uma quantidade maior de polifenóis em sua composição, em relação aos vinhos brancos.





OS VINHOS TINTOS




Apresentam um equilíbrio de paladar mais complexo, relacionando o sabor doce com os sabores ácido e amargo. Normalmente carregam consigo alguma adstringência, característica essa que é muito pronunciada em temperaturas mais baixas. Por outro lado, a velha história de temperatura ambiente também não se aplica a esses vinhos, pois o sabor pode se tornar muito desagradável a temperaturas altas.




O ideal é servi-los entre 16°C e 18°C. (os Pinots - minha preferência - 14º a 16º )





ALGUMAS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DOS VINHOS COM A TEMPERATURA.


O sentido do olfato é suscetível só aos vapores e os vinhos mais encorpados tem um peso (seu aroma é mais intenso) maior que os leves. É uma das razoes pelas quais se degustam os tintos a uma temperatura mais alta que os brancos.


CASTA




Algumas castas produzem vinhos mais voláteis(aromas mais intensos) que outras. Pinot Noir, por exemplo, é mais volátil que a Cabernet Sauvignon, motivo pelo qual os Borgonhas (Pinot Noir) sao geralmente servidos mais frescos que os Bordeaux (Cabernet Sauvignon).


TANICIDADE




O Tanino é um elemento contido só nos tintos e que dá a impressao de travar a boca. Quanto mais baixa a temperatura, mais evidente ele fica, tornando-se desagradável se o vinho estiver gelado.


AROMA




Quanto mais elevada a temperatura, maior a evaporaçao e, conseqüentemente, o perfume é acentuado. Esta acentuação deve ser dosada, pois em muitos brancos o perfume já é, por si só, intenso.Temperaturas elevadas conduzem a uma perda da elegância e do frescor, tornando o vinho fugaz. No sentido oposto,temperaturas excessivamente baixas simplesmente escondem qualquer perfume que o vinho possa ter.


DOÇURA




É acentuada pelo calor e amenizada com o frio. Segue uma sugestão de tabela de temperaturas:



TEMPERATURAS


DE 6ºC a 8ºC




Espumantes e vinhos brancos doces. Sauternes, Moscato, Tokaj, Retsina, Trockenbeerrenauselese. E também quaisquer vinhos ruins que se queira disfarçar, pois temperaturas muito baixas mascaram defeitos ou mesmo a má qualidade dos vinhos.


DE 8ºC a 10ºC




Brancos suaves, alguns brancos secos e espumantes rosé.Gewurztraminer, Aligote, Tafelwein, Vinho Verde branco, Muscadet, Vouvray, Sancerre, Pouilly, Frascati, Orvieto, Lambrusco, Chanin Blanc, Riesling.


DE 10ºC a 12ºC




Brancos mais secos e vinhos rosados. Chablis, Macon, bordeauxs brancos, Sherry fino, alemaes secos de qualidade, Soave, Verdicchio, Chardonnays e Sauvignon Blancs em geral.


DE 12ºC a 14ºC




Grandes brancos e tintos ligeiros.Porto branco, Amontillados, grandes Borgonhas brancos, Beaujolais, Chinon, Valpolicella, Bardolino.


De 14°C a 16ºC




Tintos de pouco ou médio corpo.Cotes du Rhone genéricos, Chianti comum, Barbera, Zinfandel.


DE 16°C a 18ºC




Tintos envelhecidos, tintos mais macios como os feitos de Pinot Noir.Porto Roby ou Tawny, bordeaux genéricos. Chianti Riserva e os melhores do Rhone.


18ºC




Grande tintos como alguns de Bordeaux e tintos ricos em tanino como os australianos, portugueses e espanhóis em geral, Barolo, Barbaresco, Supertoscanos, Brunello, Porto Vintage e Madeira.


Com todas essas considerações, é raro não haver a necessidade de resfriar um vinho (hummm vinho quente não dá!!!!!, nem em festa junina).




O fato de não ter uma adega climatizada em casa ou não dispor de um termômetro de vinhos não impede que se controle de alguma forma a temperatura do produto.




Por isso é útil saber que: na parte interna da porta de uma geladeira a temperatura mínima (1 no termostato) fica em torno de 12º C.




Já no fundo, junto à placa fria, é de +/- 3º C.



No meio, cerca de 6° C.



Para os tintos que pedem temperaturas mais alta do que 12º C, os deixe gelar na porta da geladeira por um período de no máximo duas horas (1:30h é suficiente).




Vale usar um balde com gelo e água gelada.




Neste caso, deixe os tintos mais potentes por 15 minutos e depois os retire.




Os brancos doces podem permanecer no balde durante todo o tempo.


Mesmo que você esteja com pressa jamais use o congelador.
(quem nunca o fez que atire a primeira taça..rs.rs)



Ele pode deixar o seu vinho chato (sem vivacidade), acabando com a acidez. (às vezes, dependendo do vinho, nada como um bom freezer para resolver..rs.rs)




A acidez de um vinho pode ser notada pela salivação extra que ela provoca. Na maioria dos brancos e no champanhe, a acidez é a principal atração.Por isso, não mantenha vinhos por muitos dias na geladeira.


Se você estiver num local gelado, ou se a garrafa estava estocada num local mais frio que o ideal para seu serviço, você precisará aquecê-la antes de servir.




O melhor a fazer neste caso é o que os franceses chamam de ‘chambré’, ou seja, deixar que o vinho vá se aquecendo na temperatura ambiente da sala onde será bebido, até atingir a temperatura ideal.




Foi desta prática que se originou o errôneo mito de que o vinho tinto se bebe à temperatura ambiente. Se o ambiente estiver realmente muito frio, aproxime a garrafa de uma lareira ou outra fonte de calor. No mais, ignore a pressa.


Lembre-se, beber um vinho é celebrar, não marque no relógio quantas taças por hora vc é capaz de beber..., mas sim quantos amigos é capaz de reunir neste momento sagrado. O ritual serve para preparar o clima e aguçar o paladar.


Mas, na verdade, apesar de todas as técnicas e ditames, use seu bom senso, descubra, deixe seu paladar decidir por voce e não as regras... aprenda a não ser escravo de termometros e adegas climatizadas, estes equipamentos não existiam quando o primeiro Romanee Conti nasceu !!!!


Bons Vinhos !


quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Champagne e a Chardonnay




A Chardonnay, talvez a grande uva branca (a mais apreciada), originária das regiões de Champagne e Bourgogne (França), mas hoje espalhada pelo mundo todo. (há ótimos vinhos desta uva na América do Sul, especialmente no Chile).



Uva essencial na elaboração da Champagne, em conjunto com a Pinot Noir (minha predileta), formam a casta do champagne, que é um vinho espumante com acidez marcante, e conteúdo elevado de gás carbonico dissolvido no líquido, o que muda totalmente sua caracteristicas e o faz único.

Devido á combinação açúcar-acidez, champagnes bem elaboradas podem durar muitos anos, como podem também os vinhos tranquilos chardonnay (há controvérsias) e pinot-noir (Romanée-Conti, tá exagerei no exemplo, mas....alguém contra???).

A Champagne, onde devido ao solo altamente calcário, apresenta elevada acidez, que permite produzir o champagne espumante e duradouro. (experimente , há excelentes champagnes com preços "acessíveis").

No Novo Mundo, muitos países tentam reproduzir o vinho champagne, inclusive usando o corte com Pinot Noir; hoje os melhores "champagne" fora da Champagne são reconhecidos como sendo os produzidos no Brasil ( Chandon Excellence - Miolo Millésime, entre tantos outros) e no norte da Itália (Franciacorta). - da Itália, adoro seus Prosseccos.. outro dia escrevo sobre eles e também sobre o Lambrusco... injustiçado (muitos dizem que não).

O champagne é considerado por muitos o melhor vinho do mundo; e por todos como o vinho de celebração.

Devido ao seu brilho, sua cor palha-citrino, as bolinhas saltitantes, a acidez marcante, o frescor no paladar, e sua leveza (alcool típico 11,5%), é um vinho que se destaca em qualquer ambiente. Um bom champagne é sempre leve, saboroso, com uma boa permanencia, acentuada pelo gás; e um final de boca que já chama outra taça.



A melhor harmonização da champagne é em boa companhia, com muita alegria e prazer.


Nos comes, pode ser acompanhada por canapés finos (salmão, caviar, atum fresco); ou comida japonesa, sushi, sashimi, tempura; peixes nobres, badejo, congro, linguado; cogumelos e aspargos. Queijos especiais como brie e camenbert irão bem com champagne, mas chèvre (cabra) ainda é o melhor.

domingo, 16 de maio de 2010

Curiosidades II

O que não faltam são curiosidades, descobri esta , Portugual e Inglaterra, vinho e Bacalhau, muito interessante
Segundo Richard Mayson, na obra Os vinhos e vinhas de Portugal (2005), a busca dos portugueses por bacalhau os levavam aos mares mais ao norte da Península Ibérica, incluindo as águas em torno das Ilhas Britânicas.


No século 14, durante o reinado de Eduardo III, eram pescados naquelas águas os peixes que davam origem ao bacalhau mais apreciado pelos portugueses.


A principal moeda de troca pelo produto das águas britânicas era o vinho.


À época, os Vinhos Verdes da região do Minho (O Minho é uma antiga província portuguesa, situa-se ao norte do território Português, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. É desta região que vieram a maior parte dos portugueses que colonizaram o Brasil a partir do século XVIII),tinham produção volumosa, e mesmo não gozando de grande reputação entre os ingleses, eram eles que em geral faziam às vezes de moeda de troca como pagamento pela pesca em território britânico.


Após a Reforma Protestante, no início do século 16, o hábito inglês de comer peixe às sextas-feiras foi caindo em desuso, fazendo com que a demanda interna por peixes diminuísse, abrindo caminho para a exportação dos pescados ingleses. Seu principal mercado seria Portugal, que continuaria a usar seus vinhos como moeda de troca pelos peixes.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Curiosidade !



O sofisticado e festejado vinho espumante francês da região de Champagne (O champanhe é um vinho branco espumante, mundialmente conhecido e produzido na região histórica de champagne, nordeste da França, através da fermentação da uva, mais usualmente várias espécies). - Chardonay, Pinot Noir e Pinot Meunier as mais utilizadas.
Não há habitualmente celebração de vulto em que o champanhe não esteja presente, tendo-se tornado sinônimo de festa ou celebração, prestigiado em todo o mundo., nem sempre teve o paladar que conhecemos hoje.
Embora os champanhes datem do século 17, conforme Richard Juhlin, no livro 4000 Champagnes (Flammarion, 2004), e registros da época dão conta da existência e consumo de vinhos espumantes há mais de 2 mil anos. E o champanhe, tal como conhecemos hoje, sofreu inúmeras modificações ao longo de sua história.

Uma das mais significativas delas está ligada à redução da adição de açúcar na fase final da bebida, o chamado licor de expedição, quando então é definido se o champanhe terá paladar seco ou mais adocicado.

Até meados do século 19, segundo Juhlin, os champanhes eram vinhos de características adocicadas, consumidos na França no momento da sobremesa. Os ingleses, que na época já importavam 40% de todo champanhe produzido, tinham preferência pela bebida mais seca e madura, para ser apreciada como aperitivo, antes das refeições.

A partir de 1865, para atender a demanda inglesa, algumas casas produtoras, como Bollinger, Clicquot, Pommery e Ayala, passaram a produzir champanhes mais secos. Mas, coube à casa Pommery, em 1874, produzir o primeiro champanhe extra dry, destinado exclusivamente a exportação para o mercado inglês.

sábado, 1 de maio de 2010

Steve Ray Vaughan

Quando ouvi pela primeira vez Mr. Vaughan, lembro-me de ficar absolutamente extasiado com o vigor de sua guitarra, seus solos impressionantes, intercalados com sua voz rouca e marcante.
O estilo musical único de Vaughan tocar blues teve forte influencia de Albert King, que ao ouvir o garoto prodígio se auto-intitulou “padrinho” de Stevie, e por outros músicos de blues como Otis Rush e Buddy Guy, a quem em breve dedicarei um merecido comentário.

Stevie é reconhecido por seu som de guitarra característico, nervoso, potente, que em parte provinha do uso de cordas de guitarra espessas, pesadas, calibre .013 e também da afinação meio tom abaixo do normal em (Eb) mi bemol.

O som e o estilo de Vaughan tocar, que frequentemente mescla partes de guitarra solo com guitarra rítmica, também traz frequentes comparações com Jimi Hendrix; Vaughan gravou várias canções de Hendrix em seus álbums de estúdio e ao vivo, como “Little Wing”, “Voodoo Child (Slight Return)” e “Third Stone from the Sun”.


Ele também era fortemente influenciado por Freddie King, outro grande músico texano, pricipalmente pelo tom e ataque. O pesado vibrato de King pode ser claramente ouvido no estilo de Vaughan.


O fim: Na manhã do dia 27 de agosto de 1990, ele morreu em um acidente de helicóptero próximo a East Troy, Wisconsin. SRV seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Quatro helicópteros estavam a disposição dos músicos, e Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em conseqüencia do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro com uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes, e o Blues perdera um dos seus maiores expoentes. Stevie Ray Vaughan está enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas.


Há quem diga que Clapton, na ultima hora, decidiu não embarcar no helicóptero onde SRV estava.

Bem, lenda ou não, até hoje SRV é homenageado nos shows de Clapton.
Sua guitarra principal era uma Fender Stratocaster, que ele apelidou de "Number One". A guitarra era composta por um corpo em alder, provavelmente fabricado entre o final da década de 50 e o início da década de 60. Os captadores que equipavam esta guitarra datavam de 1959. O braço era de outra Stratocaster, porém de 1962, com escala de Jacarandá (rosewood).
Stevie possuía outras guitarras, na maioria Fender Stratocasters, mas tocava também Danelectros e Robins. Uma de suas músicas mais famosas, "Riviera Paradise", foi gravada numa semi-acústica Epiphone da década de 50.
SVR mereceu, por seu estilo inconfundível, um modelo especialmente feito pela Fender, que até hoje é comercializado, sendo uma das mais belas guitarras produzidas pela marca.
Seja como for, SRV deixou seu legado. Sua música e seu estilo influenciam as novas gerações de músicos e assim perpetuam seu nome no hall dos grandes bluseiros.
!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Decanter



Muitos apreciadores de vinho já devem ter presenciado ou até mesmo executado a decantação de um vinho.


Fundamentalmente a decantação consiste na passagem cuidadosa do vinho que está em uma garrafa para uma peça de vidro ou cristal com capacidade volumétrica superior ao da garrafa. Essa passagem permite separar os sedimentos que ficaram repousados no fundo da garrafa, além de promover a areação do vinho, uma vez que a relação entre o volume de vinho e oxigênio é alterada.


Segundo Jancis Robinson, em The Oxford Companion to Wine (Oxford University Press, 2006), as razões pelas quais um vinho deve ou não ser decantado são controversas. Historicamente, o que justificava a decantação de um vinho era a ausência dos processos de filtragem e clarificação da bebida. Os sedimentos sólidos que flutuavam no vinho aos poucos desciam até o fundo da garrafa, e a passagem da bebida para um decanter permitia, então, separar mecanicamente o líquido dos sedimentos depositados na garrafa.

Mas, como lembra Robinson, com o desenvolvimento das técnicas de clarificação e filtragem dos vinhos, a decantação com essa finalidade só se justifica no caso de exemplares que envelheceram por longos períodos. Provocando, assim, nova precipitação de sedimentações, ou vinhos que tiveram pouca ou nenhuma filtragem, como os Porto Vintage, por exemplo.


Já a areação como justificativa para decantação divide opiniões de muita gente renomada. A ideia corrente é que a areação auxilia na liberação dos aromas do vinho. Robinson cita Émile Peynaud (1912-2004), renomado professor de enologia da Universidade de Bordeaux, segundo o qual não há qualquer razão enológica para decantação, uma vez que ela faz com que os aromas do vinho a se tornem mais difusos. Segundo ele, apenas vinhos com sedimentos devem ser decantados e, mesmo assim, servidos imediatamente após a operação. Qualquer desejo de intensificar a areação do vinho poderia ser feito agitando o vinho na propria taça.


Por outro lado, Hugh Johnson, o renomado escritor britânico de vinhos, indica em sua autobiografia A Life Uncorked (University of California Press, 2005), que todo vinho tinto e mesmo boa parte dos brancos devem ser decantados. A operação, que segundo Johnson auxilia a revelar aromas e tornar o vinho mais macio na boca, deve ser rotineira, mesmo reconhecendo ele que isso contraria as lições de Peynaud.

domingo, 18 de abril de 2010

ExpoVinis Brasil 2010 - 14º Salão Internacional do Vinho


DIVULGAÇÃO:



ExpoVinis Brasil 2010 -

14º Salão Internacional do Vinho

Horários:

27/04 -

14h00 - 22h00 Profissionais

28/04 -

14h00 - 19h00 Profissionais

19h00 - 22h00 Profissionais e Público


29/04 -


14h00 - 19h00 Profissionais


19h00 - 22h00 Profissionais e Público


Local:


Expo Center Norte - Pavilhão Vermelho

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Vinho e suas taças







Embora o vinho já fosse apreciado há cerca de 5.000 a.C., a história do copo para vinhos é muito recente, tem pouco mais de quatro décadas. Alguns fabricantes de copos, apreciadores da bebida, resolveram ir em busca da forma apropriada à degustação de cada vinho e suas características específicas. O aroma mais forte ou mais suave, a textura encorpada, a cor, cada detalhe não poderia ser negligenciado no momento da degustação e o copo de vinho, enquanto meio, deveria ressaltá-los.




Deixam-se de lado as formas ornamentais, o emprego das cores, os bisotados, o espaço exíguo do bojo e as bordas inadequadas – qualquer excesso que distorça a visão, o olfato, o paladar do vinho.




Agora, o conteúdo determina a forma também dos copos.






Vinho Branco








Os vinhos brancos podem ser apresentados em diversos copos :




A forma tulipa nos remete aos aromas florais e cítricos, típicos dos vinhos nela servidos. Menor o espaço, melhor a conservação da baixa temperatura, fundamental para esses vinhos.




Para os vinhos Rheingau, Grüner Veltliner, Mosee-Saar-Ruwer, Orvieto, Pinot (Blanc, Grigio, Gris), Riesling (Ka-binett), Roter Veltliner, Scheurebe, Sylvaner, Vernaccia, Welschriesling.




Vinhos firmes, fortes, mas de postura elegante, vivaz e vibrante precisam de espaço para os aromas e de borda aberta para abranger toda a boca. Para os vinhos Alsace, Aligoté, Chasselas, Chenin Blanc, Fendant, Furmit (Dry), Gutedel, Kerner, Melon de Bourgogne (Muscadet), Müller-Thurgau, Muskateller, Muskat-Ottonel, Neuburger, Re cioto Di Soave, Ribolla Gialla, Ruländer, Soave, Tokay, Trebbiano, Vin de Savoie (White).




A forma ovalada e a espessura de casca de ovo destacam a textura densa com lágrimas que escorrem suavemente, enaltecendo o aspecto visual. Os aromas explodem sem se perder. Na boca, reforça o frescor que contrabalança a licorosidade do vinho. Para os vinhos Sauternes, Ausbruch, Auslese, Barsac, Beerenauslese, Dessertwine, Jurançon Moelleux, Ice Wine, Loupiac, Monbazillac, Picolit, Quarts de Chaume, Tokaji, Trockenbeerenauslese.




Vinhos opulentos, densos, algumas vezes doces ou meio doces, beneficiam-se de espaços maiores para aeração e explosão de aromas ocultos. Para os vinhos Riesling Grand Cru, Alsace Grand Cru, Ewürztraminer, Grüner Veltliner, Jurançon Sec, Riesling (Late Harvest), Riesling Smaragd, Vouvray.




As borbulhas não podem se dispersar, por isso a postura retilínea, longa que destaca a cachoeira de pérolas às avessas. Por ser fechado, permite sentir melhor o frescor incisivo e a agulha delicada dos espumantes. Para os vinhos Champagne, Cuvée Prestige, Rosé Champagne, Vintage Champagne, Vintage Sparkling Wine.




Vinhos encorpados e complexos ao extremo. Brancos de alma tinta, amplos e plenos. Assim são esses vinhos, assim devem ser os copos. Para os vinhos Montrachet (Chardonnay), Burgundy (White), Chardonnay, Corton-Chalemagne, Meursault, New World Chardonnay. Pouilly-Fuissé, St. Aubin.




Vinho Tinto






Os vinhos tintos também têm os seus copos:




Frutas maduríssimas ou passas e certo aroma vegetal. O copo um pouco mais fino não deixa que os aromas se dipersem, além de colaborar com a temperatura, que não deve passar de 18°C. Para os vinhos Zinfandel, Ajaccio, Bardolino, Beaujolais Nouveau, Carignan, Chianti, Côtes du Roussillon, Côtes du Ventoux, Dolcetto, Freisa, Grignolino, Lambrusco, Montepulciano, Patrimonio, Primitivo, Sangiovese, Teroldego, Vin de Corse.




Espaço amplo para revelar os inúmeros aromas de vinhos mais evoluídos. A distância considerável entre o fundo do copo e a boca solta os sabores mais discretos. Para os vinhos Tinto Re serva, Crianza, Gran Re serva, Ribera del Duero, Rioja, Tempranillo.




Couro, especiarias, iodo, frutas e alcatrão no conjunto aromático. Pleno na boca. Esses são os vinhos que caem no copo como uma luva, ressaltando o aveludado do vinho e guardando sua complexidade. Para os vinhos Hermitage, Amarone, Barbera, Blaufränkisch, Châteauneuf-Du-Pape, Cornas, Côte Rôtie, Crozes Hermitage, Grenache, Malbec, Mourvèdre, Petite Sirah, Priorato, Saint Joseph, Shiraz, Sirah.




Bojo balão, com dimensão avantajada, permite aeração e faz explodir os aromas complexos – mas delicados de flores, frutas e especiarias presentes nesses vinhos. A borda aberta suaviza os vinhos nervosos, fazendo-os tocar alguns pontos da boca, essenciais para apreciar as sensações macias. Para os vinhos Burgundy Grand Cru, Barbaresco, Barolo, Beaujolais Grand Cru, Blauburgunder, Burgundy ( Re d), Clos de Vougeot, Dornfelder, Echézeaux, Gamay, Musigny, Nebbiolo, Nuits Saint Georges, Pinot Noir, Pommard, Romanée Saint Vivant, Santenay, Volnay, Vosne-Romanée.
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O uso de copos e taças específicas para diferentes bebidas tem relação com a concentração ou dispersão de aromas que se pretende obter, com a região da boca a ser primeiramente marcada pela bebida e ao isolamento térmico, protegendo as mãos do degustador no caso de líquidos quentes ou evitando que a bebida se aqueça em contato com suas mãos.

A escolha de uma taça de bojo largo e bordas de circunferência mais estreita, que se afunila na direção das narinas, pode auxiliar na concentração dos aromas, enquanto um modelo de boca mais aberta permite que eles se dissipem e sejam atenuados no momento em que aproximamos o líquido dos lábios. Da mesma forma, taças e copos longos, estreitos e cilíndricos tendem a jogar a bebida no fundo da língua, marcando primeiramente seu registro mais amargo, enquanto taças de boca mais ampla tendem a fazer com que a língua seja sensibilizada primeiramente nas regiões que registram os aspectos ácidos e adocicados da bebida.